Hormônios Femininos & Energia – Dra. Carolina Borba — Queda de Cabelo – Salvador – BA https://regeneravita.com.br A Dra. Carolina Borba é médica integrativa para queda de cabelo em Salvador Sat, 06 Sep 2025 17:56:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://regeneravita.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-cropped-Logo-dermatologista-queda-de-cabelo-em-salvador-bahia.-dra.-carolina-borba-32x32.png Hormônios Femininos & Energia – Dra. Carolina Borba — Queda de Cabelo – Salvador – BA https://regeneravita.com.br 32 32 Tireoide no pós-parto e queda de cabelo: quando desconfiar e como investigar com calma https://regeneravita.com.br/tireoide-no-pos-parto-e-queda-de-cabelo-quando-desconfiar-e-como-investigar-com-calma/ https://regeneravita.com.br/tireoide-no-pos-parto-e-queda-de-cabelo-quando-desconfiar-e-como-investigar-com-calma/#respond Sat, 06 Sep 2025 17:32:06 +0000 https://regeneravita.com.br/?p=6167

Seu corpo passou por uma transformação e, agora, o espelho conta uma parte da história: fios ralos, cansaço que não some, variação de peso. Às vezes a culpa não é só do hormônio “da gravidez” — a tireoide pode estar pedindo atenção.


A tireoidite pós-parto (postpartum thyroiditis) é uma causa conhecida de alterações hormonais no primeiro ano após o parto e pode manifestar fases de hiper e hipotireoidismo que influenciam o ciclo do fio. Saber quando investigar (e o que pedir) acelera a resposta clínica e evita intervenções desnecessárias.

Aqui explico o passo a passo prático, os sinais que realmente importam e como trabalhar com segurança durante a amamentação.

Sinais de alerta (procure avaliação médica):

  • Cansaço progressivo, constipação, pele seca e queda de cabelo persistente (>9–12 meses).

  • Perda rápida de peso, palpitações, tremores ou ansiedade intensa no início (fase tóxica).

  • História prévia de doença autoimune ou anticorpos antitireoidianos positivos.

  • Mudanças de humor que não se alinham com sono e rotina materna.

Dra. Carolina Borba • CRM-BA 15875
Atualização: 06/09/2025 • v1.0

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O que é a tireoidite pós-parto (em poucas linhas)

A tireoidite pós-parto é uma inflamação autoimune que aparece no primeiro ano após o parto. Pode ocorrer uma fase inicial de liberação hormonal (hipertireoidismo) seguida por uma fase de hipotireoidismo, e em muitos casos a função retorna ao normal em 12–18 meses — mas até 20–30% podem permanecer hipotireóides. CNIBAmerican Thyroid Association

Por que isso importa para o cabelo? Porque tanto o excesso quanto a falta de hormônio tireoidiano alteram o ciclo capilar, levando a queda difusa e retardando a recuperação do fio. Tratando a causa, o cabelo tende a recuperar — mas isso exige paciência e acompanhamento. PMC

Como a apresentação costuma ocorrer

  • Fase tóxica (1–4 meses): leve ou moderada, com palpitações, ansiedade ou sensação de calor (nem sempre sintomática).

  • Fase hipotiroidea (4–8 meses, frequentemente diagnosticada aos ~6 meses): queda de cabelo, fadiga, ganho de peso, constipação, pele seca.

  • Recuperação (9–18 meses): muitas mulheres normalizam, mas uma parcela permanece com hipotireoidismo persistente. American Thyroid AssociationCleveland Clinic

Diagnóstico prático — o que pedir e porquê

Na investigação inicial, peço exames que realmente mudam a conduta clínica:

  • TSH + T4 livre: triagem essencial para detectar hipo ou hipertireoidismo.

  • TPO-anticorpos (anti-TPO): ajudam a identificar processo autoimune e predizer risco de hipotireoidismo futuro.

  • Ferritina, hemograma, vitamina D e zinco: para excluir “dupla-causa” (tireoide + deficiência nutricional) — o “double hit” que agrava a queda. PMC+1

  • Ultrassom da tireoide: reservado para dúvidas (nodularidade ou quando os anticorpos são negativos e clínica persiste).

  • Monitorização temporal: repetir TSH/T4 em 6–12 semanas quando o quadro é sugestivo mas discreto, antes de iniciar tratamento definitivo. (Prática alinhada às orientações profissionais mais recentes). American Thyroid Association

Quando tratar — princípios e tendências 2025/2026

  • Hipertiroidismo transitório (fase tóxica): tratamento sintomático (ex.: betabloqueador) quando incômodo; antitireoidianos raramente indicados na tireoidite destrutiva do pós-parto.

  • Hipotireoidismo clínico (TSH claramente elevado + sintomas): iniciar levotiroxina com dose individualizada. A levotiroxina é considerada segura na amamentação; a mãe recebe o benefício sem risco significativo para o bebê. PMC

  • Subclínico com anti-TPO positivo: discutir risco/benefício — em mulheres sintomáticas ou que planejam nova gravidez, tratamento pode ser considerado. As decisões hoje incorporam dados de anticorpos, preferência da paciente e planos reprodutivos. American Thyroid Association

Tendência 2025/2026: medicina de precisão aplicada à tireoide — integrar anticorpos, sintomas, biomarcadores nutricionais, e preferências da paciente para decidir testar/monitorar/tratar, evitando “protocolos automáticos”.

Como a investigação impacta a queda de cabelo (prática clínica)

  • Se a queda ocorrer dentro do contexto da fase hipotiroidea ou persistir por além do esperado, tratar a disfunção tireoidiana (quando indicada) costuma reduzir a queda e permitir recuperação do fio nos meses seguintes. A resposta não é imediata: cabelos crescem devagar — espere sinais de melhora ao longo de 3–6 meses após correção hormonal. PMC

  • Sempre avaliar ferritina simultaneamente: ter a tireoide corrigida mas ferritina baixa é uma causa frequente de resposta parcial. Pensar em ambos acelera resultados. PMC

Manejo durante a amamentação — segurança e prioridades

  • A levotiroxina é compatível com amamentação e a dose deve ser ajustada à necessidade materna; não é um impedimento para amamentar. PMC

  • Evitar protocolos agressivos de “detox” ou suplementos sem evidência: priorizamos segurança do binômio mãe-bebê.

  • Intervenções não farmacológicas (sono, nutrição, suporte emocional) continuam sendo pilares essenciais.

Fluxo prático (o que eu faço na consulta)

  • Escuta clínica estruturada (sintomas, amamentação, história autoimune).

  • Exames iniciais: TSH, T4 livre, anti-TPO, ferritina, vitamina D, zinco quando indicado.

  • Se TSH/T4 alterados → discutir tratamento individualizado e plano de reavaliação (6–12 semanas).

  • Monitorar a recuperação capilar com fotos e marcos de 60/90 dias; ajustar conforme resposta.

FAQ (curtas e objetivas)

A tireoide pode ser a causa da minha queda pós-parto?

Sim — especialmente se houver outros sintomas (fadiga profunda, pele seca, constipação) ou se a queda persiste além de 6–9 meses. Investigar TSH/T4 e anti-TPO é o início. American Thyroid Association

Nem sempre. A decisão depende de TSH, sintomas, e planos reprodutivos. Em mulheres sintomáticas ou com TSH claramente elevado, o tratamento é recomendado; em casos limítrofes, a vigilância ativa pode ser adequada. American Thyroid Association

Não — levotiroxina é considerada segura durante a amamentação e protege a saúde materna, o que é benéfico para o binômio mãe-bebê. PMC

Com correção hormonal e suporte nutricional, é razoável esperar sinais de recuperação ao longo de 3–6 meses, com melhora mais visível em 6–12 meses.

Não de rotina. Ultrassom é útil quando há nodulação, dúvida diagnóstica ou quando anticorpos são negativos e a clínica persiste.

Fontes e evidências (seletiva)

  • StatPearls — Postpartum thyroiditis (revisão clínica). CNIB

  • Thyroid.org — Postpartum thyroiditis overview and timeline. American Thyroid Association

  • Hussein RS et al., Impact of Thyroid Dysfunction on Hair Disorders — relação entre hormônios tireoidianos e queda de cabelo. PMC

  • Lin CS et al., Focusing on iron deficiency-related alopecia — ferritina e queda capilar; revisão sobre limites clínicos. PMC

  • Estudos contemporâneos e diretrizes ATA/KTA (condutas de monitorização e tratamento). American Thyroid Associatione-ENM

Se a sua queda não segue a linha do tempo esperado, ou se você tem sintomas que preocupam, agende uma avaliação. Investigar com critério é o primeiro passo para recuperar fios — e tranquilidade. Atendimento em Salvador/BA e teleconsultas disponíveis.

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Deficiências no pós-parto e queda capilar: ferritina, vitamina D, zinco e proteínas https://regeneravita.com.br/deficiencias-no-pos-parto-e-queda-capilar-ferritina-vitamina-d-zinco-e-proteinas/ https://regeneravita.com.br/deficiencias-no-pos-parto-e-queda-capilar-ferritina-vitamina-d-zinco-e-proteinas/#respond Sat, 06 Sep 2025 17:15:05 +0000 https://regeneravita.com.br/?p=6154

Nem toda queda de cabelo no pós-parto é apenas hormônio. Muitas vezes, os fios são o primeiro sinal de que o corpo está pedindo nutrientes que ficaram em falta nessa fase.


Ferritina baixa, vitamina D insuficiente, zinco e proteína aquém do ideal podem prolongar a queda e fragilizar os fios. Neste texto, explico — com calma e clareza — como essas deficiências impactam o cabelo e quando faz sentido investigar com exames.

Sinais de alerta (procure avaliação médica):

  • Queda que persiste além de 9–12 meses.

  • Fadiga intensa, unhas quebradiças, pele seca.

  • Variação de peso, palpitações ou sintomas de tireoide.

  • Alimentação restrita ou dietas sem acompanhamento no pós-parto.

Dra. Carolina Borba • CRM-BA 15875
Atualização: 11/09/2025 • v1.0

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O fio começa no prato

Proteínas são a base do fio. Sem elas, não há matéria-prima para sustentar o crescimento. O ferro, especialmente na forma de ferritina, é quem leva oxigênio até a raiz do cabelo. Já o zinco atua como “faísca” de várias enzimas envolvidas no ciclo do fio. No pós-parto, quando o corpo ainda se recupera da gestação, essas reservas podem cair — e o cabelo denuncia primeiro.

A ansiedade amplifica a percepção da queda

Muitas mães relatam: “Sinto que estou ficando careca.” Nem sempre o volume perdido corresponde à intensidade do medo — mas a ansiedade amplifica a percepção. Privação de sono, estresse emocional e sobrecarga aumentam cortisol e pioram a saúde capilar. Cuidar do sono possível, acolher emoções e reduzir o estresse não são apenas recomendações gerais: são parte concreta do tratamento para a queda de cabelo no pós-parto.

Diagnóstico com critério

Em consulta, não peço exames em excesso. Avalio o que realmente muda a conduta:

  • Ferritina/ferro → níveis baixos se associam a queda difusa.

  • Vitamina D → comum estar abaixo do ideal, impactando cabelo e imunidade.

  • Zinco → essencial para o folículo.

  • Proteínas totais e albumina → refletem estado nutricional global.

👉 Para entender quando a tireoide merece atenção, leia: “Tireoide no pós-parto e queda de cabelo: quando desconfiar e como investigar”.

O que fazer na prática

  • Alimentação real: proteína em todas as refeições, ferro de carnes magras e leguminosas, sementes ricas em zinco.

  • Check-up direcionado: exames apenas quando a história aponta.

  • Reposição personalizada: nunca “vitamina genérica”, mas correção guiada pelo exame.

  • Sono e apoio emocional: parte essencial da recuperação.

  • Reavaliação em 60/90 dias: marcos claros para medir evolução sem ansiedade.

👉 Para comparar a linha do tempo típica da queda, veja: “Queda de cabelo pós-parto: até quando é normal?”.

Perguntas Frequentes

Qual ferritina mínima para o cabelo?

Valores abaixo de 50 ng/mL já se associam à queda difusa em muitas mulheres.

Sim, quando há deficiência comprovada, em doses seguras e supervisionadas.

Sim, pode contribuir. A reposição deve ser orientada por exame e fase clínica.

Pode ser útil em dietas restritas, mas priorizamos proteínas de alimentos integrais.

Com correção adequada e tempo, a tendência é de recuperação progressiva.

Fontes e evidências

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia — eflúvio telógeno no pós-parto.

  • PubMed — ferritina baixa e alopecia difusa.

  • Journal of Endocrinology — vitamina D e função do folículo capilar.

  • Revisões sobre zinco e proteínas na saúde do fio.

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